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Com a redução da SELIC apresentada em Julho de 2007,
o Brasil, que já vem promovendo baixas constantes e seqüenciais
da taxa de juros, deixa a liderança do mercado mundial de
juros pela primeira vez em muitos anos. Com isso, tende a haver
uma fuga dos investimentos do setor bancário para o setor
imobiliário, ou seja, a tendência é que passe
a ser mais atraente aplicar dinheiro em imóveis para revenda
ou de aluguel do que em fundos de capital. Mas, como em todo mercado,
é necessário conhecimento antes de se tornar um investidor.
O CRECI-SP, Conselho Regional de Corretores de Imóveis, publica
regularmente pesquisas que indicam as direções dos
negócios de imóveis realizados na cidade de São
Paulo. A confiança de que os dados são o mais puro
reflexo da realidade é assegurada por rígidos critérios.
Os dados são colhidos com os responsáveis por imobiliárias
cadastradas no Creci. Pesquisam-se os valores pedidos e os valores
efetivos de venda dos imóveis, apurando-se os valores médios
com base nos preços efetivos de venda. E esses valores são
cruzados com outros dados, como metragem e características
do imóvel. Além disso, diversos outros dados são
apurados, assim sendo, muitas são as conclusões apresentadas
e que se pode tirar a partir dessas pesquisas. Com base nos resultados
da pesquisa realizada em Abril/2007 e publicada recentemente, pode-se
salientar alguns aspectos primordiais para um investidor do mercado
imobiliário.

Através da análise do gráfico acima, observa-se
que o maior percentual de negócios realizados foi com imóveis
com preço entre R$ 61.000 e R$ 80.000 - cerca de 17% do total
-, mas não se pode deixar de considerar a extensão
da faixa de negócios de imóveis com preço entre
R$ 141.000 e R$ 160.000 - quase 10% do total. Essa faixa engloba
a maioria dos imóveis considerados excelentes para investimento,
seja por suas características e condições,
seja pelo retorno que oferecem, quando alugados, em relação
ao valor investido.
Outro aspecto importante para se levar em consideração
quando o interesse é investir em imóveis de aluguel,
é a forma como os contratos atuais têm sido fechados.
No gráfico abaixo, observa-se que a adoção
do seguro fiança como medida cautelar tem ganhado cada vez
mais espaço, mas ainda persiste o uso a forma mais tradicional
de garantia que é a indicação de um fiador
confiável e idôneo para o contrato. O uso do depósito
caução, que havia disparado entre 2003 e 2004, caiu
nos anos seguintes. Isso se deve justamente às vantagens
oferecidas por seguradoras renomadas como alternativa à prática
do depósito caução. Mas, como o seguro representa
um acréscimo financeiro ao contrato, há os que prefiram
a segurança de um fiador que avalize a negociação.

Esses são apenas alguns aspectos a se considerar quando há
interesse em se tornar um investidor do mercado imobiliário,
mas sem dúvida alguma, são o ponto de partida para
definir o alvo do seu invetimento. Muito mais é publicado
e atualizado constantemente pelo CRECI-SP
em seu site. Você pode conversar mais a fundo a respeito disso
com seu corretor, ou até mesmo fazer um download da pesquisa
completa para tentar entender mais e melhor esse atraente mercado
de investimento.
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